Claudinho de Souza: uma trajetória construída na Zona Noroeste de São Paulo

De líder social a vereador, Claudinho de Souza percorreu diferentes etapas da vida pública e manteve ao longo dos anos uma relação com bairros da Zona Noroeste, especialmente Freguesia do Ó e Brasilândia

Antes de ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo, Claudinho de Souza já tinha uma trajetória ligada à atuação social na Zona Norte da capital.

Nascido em 9 de abril de 1949, na Vila Santa Maria, então distrito do bairro do Limão, Claudinho começou a vida profissional como office-boy, formou-se em Eletrotécnica pelo SENAI-SP e trabalhou em empresas como a Bardella-Borriello Eletromecânica. Depois de servir ao Exército, ingressou na antiga Telesp.

Segundo o perfil biográfico publicado pela Câmara Municipal de São Paulo, sua entrada na política ocorreu em 1988, quando passou a integrar um grupo político. Antes de conquistar seu primeiro mandato, acumulou cerca de 15 anos de atividade social na Zona Norte.

Foi essa experiência no território que antecedeu sua chegada ao Legislativo paulistano.

A primeira tentativa

A primeira candidatura de Claudinho a vereador aconteceu em 2000.

Naquele momento, porém, ele não conseguiu se eleger. A experiência seria retomada quatro anos depois, quando voltou a disputar uma vaga na Câmara Municipal.

Em 2004, Claudinho foi eleito vereador de São Paulo com 20.535 votos.

A posse ocorreu em 2005, dando início a uma trajetória de quatro mandatos consecutivos no Legislativo paulistano.

Primeiros anos na Câmara

Já no primeiro mandato, Claudinho apresentou projetos relacionados a diferentes áreas da administração municipal.

Um dos registros legislativos daquele período é o Projeto de Resolução nº 16/2005, que propôs a criação da Semana Cultural da Consciência Negra no calendário da Câmara Municipal.

A iniciativa posteriormente deu origem à Lei nº 14.160/2006, que instituiu a Semana Cultural da Consciência Negra na cidade de São Paulo.

O registro é um dos exemplos documentados da atuação legislativa de Claudinho em temas relacionados à cultura e à inclusão social.

Reeleição e crescimento político

Em 2008, Claudinho voltou a disputar uma vaga na Câmara e foi reeleito.

Naquele pleito, recebeu 33.570 votos, segundo os resultados eleitorais publicados na época.

Durante o segundo mandato, passou por diferentes comissões permanentes da Câmara, entre elas a Comissão do Idoso e a Comissão de Educação, Cultura e Esportes.

A atuação dentro do Legislativo também ganhou uma nova dimensão quando Claudinho passou a integrar a Mesa Diretora da Câmara.

Vice-presidente da Câmara

Em dezembro de 2011, os vereadores elegeram a Mesa Diretora responsável pela condução dos trabalhos legislativos de 2012.

Claudinho de Souza foi escolhido como 1º vice-presidente da Câmara Municipal de São Paulo.

A função colocou o vereador em uma posição de destaque na estrutura administrativa e política do Legislativo paulistano.

Posteriormente, também exerceu a função de 1º secretário da Câmara, integrando a Mesa Diretora em diferentes momentos.

Ao longo de sua passagem pelo Legislativo, chegou a participar quatro vezes da Mesa Diretora, segundo o registro histórico da Câmara.

Brasilândia no caminho

A Brasilândia aparece em diferentes momentos dos registros públicos relacionados à atuação de Claudinho.

Em 2020, por exemplo, a Câmara Municipal realizou uma sessão solene para marcar os 73 anos de história do distrito. A iniciativa foi de Claudinho de Souza.

O bairro também aparece nos registros relacionados às emendas parlamentares.

Um levantamento publicado pela imprensa em 2020 apontou que, entre 2017 e 2019, Claudinho apresentou 80 emendas destinadas à subprefeitura correspondente à Brasilândia.

Entre elas estava uma emenda de R$ 300 mil, apresentada em 2019 para a reconstrução do muro do CDC Parque São Luiz.

Os números mostram a destinação de recursos por meio de emendas parlamentares, mas não significam, isoladamente, que uma obra tenha sido executada diretamente pelo vereador. A execução depende dos procedimentos e órgãos responsáveis pela administração municipal.

Freguesia do Ó também aparece nos registros

A relação com a Zona Noroeste também pode ser observada em projetos relacionados à Freguesia do Ó.

Em 2016, foi sancionada a Lei nº 16.442, originada de projeto de autoria de Claudinho, que denominou como Praça Mario Giovannelli um espaço público localizado na região da Freguesia do Ó.

No ano seguinte, outra iniciativa de sua autoria resultou na Lei nº 16.625/2017, que alterou a denominação da Ponte Freguesia do Ó para Ponte Freguesia do Ó – Padre Noé Rodrigues.

São exemplos de iniciativas legislativas diretamente relacionadas a espaços públicos conhecidos pelos moradores da região.

Emendas e bairros da Zona Noroeste

Os registros sobre emendas parlamentares também permitem observar a distribuição territorial de parte da atuação parlamentar.

Entre 2017 e 2019, Claudinho apresentou centenas de emendas parlamentares.

Segundo levantamento do Observatório Social do Brasil — São Paulo, foram:

2017: 200 emendas propostas, no valor total de R$ 41,67 milhões.

2018: 290 emendas propostas, somando R$ 61,41 milhões.

2019: 549 emendas propostas, totalizando R$ 149,07 milhões.

Os valores acima representam recursos propostos nas emendas. Uma parcela foi posteriormente acolhida e outra liberada.

Em 2019, por exemplo, o levantamento aponta aproximadamente R$ 760 mil liberados para a Subprefeitura Freguesia do Ó/Brasilândia, além de recursos destinados a outras regiões da Zona Norte e Noroeste.

Uma trajetória de quatro mandatos

A passagem de Claudinho pela Câmara Municipal ocorreu entre 2005 e 2020.

Nesse período, foram quatro mandatos, participação em comissões permanentes, projetos de lei, requerimentos, emendas parlamentares e funções na Mesa Diretora.

Os registros oficiais mostram uma trajetória que começou antes do mandato e passou por diferentes espaços da política municipal.

Para os bairros da Zona Noroeste, essa história também pode ser observada nos documentos que registram iniciativas relacionadas à Brasilândia, Freguesia do Ó e outras áreas da região.

O que fica registrado

Mais do que uma sequência de eleições e mandatos, os documentos ajudam a reconstruir uma parte da história política da Zona Norte de São Paulo.

A trajetória começou com a atuação social, passou pela primeira candidatura em 2000, chegou à Câmara em 2005 e se estendeu por quatro mandatos.

Ao longo desse período, o nome de Claudinho aparece associado a projetos legislativos, participação na Mesa Diretora, iniciativas culturais, denominação de espaços públicos e destinação de recursos por meio de emendas.

São registros que ajudam a entender não apenas a trajetória de um político, mas também parte da relação entre a política municipal e os bairros onde essas ações foram propostas.

Próximo capítulo

Depois de reconstruir a origem e a chegada de Claudinho de Souza à vida pública, o Especial Portal do Ó — 30 anos na Zona Noroeste passa a olhar para outro aspecto dessa trajetória:

quais projetos, leis, equipamentos públicos, investimentos e iniciativas podem ser comprovados documentalmente nos bairros da região?

É a partir desses registros que começa o próximo capítulo da série.

FONTES: Câmara Municipal de São Paulo; Centro de Memória da Câmara Municipal; legislação municipal; Observatório Social do Brasil — São Paulo; imprensa; registros públicos.

Claudinho de Souza — 30 anos na Zona Noroeste

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